Do couro do cabrito, do boi, do bode, do gato é que o bom malandro faz samba. Jacarandá, massaranduba, embaúba, pinho e aço, mas sem embaraço, vai logo pra debaixo do braço de algum tocador. Com algum tira-gosto, cerveja e cachaça, a graça no rosto de todos se espalha... Com a palha na cabeça, mas por favor, não se esqueça: o samba é de todos!
21 de janeiro de 2010
Adoniran 100
Em 2010, celebramos o centenário do maior nome do samba paulista de todos os tempos, João Rubinato, popularmente conhecido como Adoniran Barbosa. Para honrar e dignificar ainda mais seu já consagrado nome, diversas homenagens serão rendidas a ele. O Couro do Cabrito, compartilhando desse mesmo espírito de louvação, designou o ano de 2010 como o “Ano Adoniran Barbosa”. E nesta primeira postagem do ano a respeito desse grande mestre, o destaque é para duas séries de shows que acontecerão em São Paulo nos próximos dias.
A partir de hoje (dia 21) até a próxima quarta-feira (27), teremos apresentações diárias na Casa de Francisca. Maurício Pereira abre a programação, seguido por Wandi Doratiotto e Danilo Morais na noite de sexta. No sábado, o cantor Passoca, que tem um disco gravado só com inéditas de Adoniran, é a estrela da noite.
Paulo Vanzolini, outro monstro sagrado do samba de São Paulo, terá a honra de se apresentar duas vezes, no domingo (24)e na segunda (25), aniversário da cidade de São Paulo. Na terça, Roberto Seresteiro, uma das boas revelações da noite paulistana, canta alguns sambas do mestre Adoniran acompanhado de ótimos instrumentistas como Lucas Arantes (cavaco), João Camareiro (violão e cordas) e Alfredo Castro, o popular Alfredão (percussão).
Por fim, fechando esta valorosa série de shows,teremos apresentação de Kiko Dinucci, excelente artista (tanto no campo da música como nas artes gráficas) e admirador incansável da obra de Adoniran. Os ingressos variam de 19 a 53 reais.
A outra série de apresentações se dará no SESC Vila Mariana, onde será lançado o CD em homenagem aos 100 anos do sambista. Maria Alcina, Cristina Buarque, Virgínia Rosa, Verônica Ferriani, Patty Ascher, Oswaldinho da Cuíca e Márcia Castro subirão ao palco nos dias 23, 24 e 25 de janeiro. Os ingressos mais baratos serão comercializados a R$ 7,50 e os mais caros a 30 reais.
Casa de Francisca: Rua José Maria Lisboa 190, Jardim Paulista - São Paulo/SP18 de janeiro de 2010
Belas notícias dum Brasil
15 de janeiro de 2010
Eduardo Gudin e Notícias Dum Brasil se apresentam no Teatro do SESC Pompéia

Compositor de grande talento e um dos maiores expoentes do samba de São Paulo, Eduardo Gudin abre o ano de 2010 comemorando 15 anos do surgimento de seu grupo, o Notícias Dum Brasil. Para celebrar tal data, o artista se apresentará ao lado de seu conjunto no Teatro do Sesc Pompéia neste final de semana (dias 16 e 17). O evento contará com a participação de intérpretes que integraram as primeiras formações do Notícias Dum Brasil como Fabiana Cozza, Mônica Salmaso, Renato Braz, Luciana Alves, Márcia Lopes, Luís Bastos, Maria Martha, Edson Montenegro, Luciana Alves, Marilise Rossatto e Selma Boragian.
Juntamente com o grupo, Gudin gravou três discos: “Eduardo Gudin & Notícias Dum Brasil” (1995), “Pra tirar o chapéu” (1998) e “Um jeito de fazer samba” (2006), sempre atingindo sucesso de crítica. Neste espetáculo, deve apresentar sambas registrados nesses álbuns, além de alguns clássicos de sua obra como “Velho ateu” (com Roberto Riberti) e “Longe de casa eu choro” (com Paulo Vanzolini).
Eduardo Gudin subirá ao palco acompanhado de Ilana Volcov, Karina Ninni, Maurício Sant’anna, Osvaldo Reis, Jorginho Cebion, Ewerton de Almeida e Raphael Moreira, sendo esta a atual formação do conjunto. Além deles, Teco Cardoso (sopros) e Milton Mori (cavaquinho e bandolim) completam o escrete. A direção fica por conta de Fernando Faro, amigo pessoal do músico e idealizador do programa ENSAIO, da TV Cultura. Os ingressos variam de 7 a 28 reais.
Homenagem a Ataulfo Alves
8 de janeiro de 2010
Comunas do samba
4 de janeiro de 2010
Menino Deus (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
30 de dezembro de 2009
Ataulfo Alves - Vida e Obra (Sérgio Cabral)

18 de dezembro de 2009
Gallotti no Clube Anhangüera
Hoje é dia de roda de samba quente no Bom Retiro: pra fechar o ano com chave de ouro, a bola da vez é Gallotti, sambista bom de roda e parceiro de longa data dos Inimigos do Batente. A temperatura promete ser elevada nesta noite de sexta-feira, menos pela meteorologia, mais pelas brasas que ele irá cantar. Todos para lá!!Inimigos do Batente convidam Gallotti
Local: Clube Anhangüera
Endereço: Rua dos Italianos nº1261 – Bom Retiro – São Paulo - SP
Data: 18/12
Horário: a partir de 22h
Ingressos: R$ 10,00
Como chegar: Marginal Tietê (sentido Penha), passando a Ponte da Casa Verde, terceira rua à direita, primeira à esquerda e novamente primeira à esquerda.
15 de dezembro de 2009
Quem me ouvir cantar (Aniceto da Portela)
Sobre este samba não há muito que dizer: ele é o puro e singelo sentimento do sambista lírico e apaixonadamente poeta, que, naquele momento de encontro com a felicidade, na hora da luz da inspiração, descreveu com maestria, com melodias que desafiam e causam espanto aos acadêmicos, seus mais nobres e sinceros sentimentos. Temos apenas que escutar para sentir o que o samba verdadeiramente é.
Se não cabe explicação - e realmente não se explica um sentimento humano que é tão passional e, sobretudo, particular - cabe, por outro lado, o registro de que Aniceto José de Andrade, o Aniceto da Portela, é irmão de Mijinha e Manacéa, outros dois compositores de alta patente da ala de compositores histórica da agremiação alviceleste de Oswaldo Cruz. E vale, também, registrar que a primeira gravação desta grande brasa da historia se deu em 1978, com a grande e sempre louvável Clara Nunes, sendo esta interpretação, uma das maiores da carreira da mineira guerreira. Posteriormente, em 2004, Tia Surica registrou, sem o mesmo brilho mas com valor, a jóia rara de um dos maiores compositores de nosso samba.
Quem me ouvir cantar (Aniceto da Portela)
Quem me ouvir cantar
Quem me vir sorrindo assim
Desconhece a mágoa que está dentro de mim
Quando eu parar de cantar e sorrir
Meus olhos estarão chorando
Meu coração penando
Por aquela que tão longe
Vai caminhando
Sem olhar para trás
Não voltará jamais
Ela não deu esperança de voltar
Mas o meu coração não se cansa de clamar
Ela vai não volta mais
Ela não vai voltar para o meu lar
14 de dezembro de 2009
Paulo César Pinheiro e Fabiana Cozza no Bourbon Street
SERVIÇO
Aula-show na Sala do Professor Buchanan's com Paulo César Pinheiro e Fabiana Cozza
Local: Bourbon Street
Horário: Segunda-feira (14), às 20h
Informações: (11) 5095 6100
11 de dezembro de 2009
E hoje tem Cristina e Henrique Cazes cantando Noel
Conservatório UFMG
Horário: 21 horas
ENTRADA FRANCA
Os ingressos serão distribuídos das 19 às 20 horas no dia do espetáculo.
Cristina Buarque e Terreiro Grande em BH
3 de dezembro de 2009
O dia do samba
Ao contrário do que cantou certa vez Nelson Sargento, o samba não agoniza. Pelo contrário, ele florece, como flores selvagens em jardins e bosques, como portentosos lírios a beira de um rio que corre, perene e límpido, em meio a rica natureza.
Falar sobre samba, hoje, não é tentar explicar qual o papel dos sambistas na mídia, na sociedade e no universo musical oficialesco, e sim estar ciente que nessas rodas de samba que se espalham pelos bairros há um lirismo verdadeiro, que sambistas contemporâneos conseguem transmitir de maneira natural.
O samba sempre habitou nossas mentes e corações, mesmo quando tentaram sufocá-lo. Para existir, ele depende apenas de um coração que quer cantar seus ais, de uma inspiração que quer se reproduzir nas cordas de um pinho, de uma melodia agradável que o sambista assovia.
O samba caminha de maneira natural, e vem ganhando o espaço que era dele e que se perdeu. O samba, com sua riqueza singela, é capaz de fazer despertar na humanidade os sentimentos mais puros.
O dia 2 de dezembro é um dia para se exaltar o samba de maneira oficial. Mas de maneira oficiosa, fazemos de cada dia, o dia do samba.
1 de dezembro de 2009
Ismael, Cristina, Roberto Martins, Samba de Fato e outras cositas mas...
Cristina e o Samba de Fato (formado por Pedro Amorim, Pedro Miranda, Paulino Dias e Alfredo Del Penho) lançaram, recentemente, um disco em homenagem a Mauro Duarte. O repertório foi fruto de extensa pesquisa e resultou num trabalho belíssimo. Para o show em homenagem a Roberto Martins, também foi feito uma grande pesquisa de repertório, que, combinado aos belos arranjos e à sólida interpretação dos músicos, resultou num melhores shows de samba dos últimos anos. Após o show, Alfredo Del Penho ainda comentou comigo: "E os sambas que ficaram de fora também são excelentes. Foi difícil escolher o repertório".
Alfredo Del Penho é um violonista de mão cheia e canta muito bem. Pedro Amorim toca um bandolim de centro que só vendo e também tem um belo vozeirão. Pedro Miranda bate seu pandeiro com firmeza e Paulino Dias, como bem falou Del Penho, é um atleta. Isso porque ele toca surdo com uma mão e tamborim com a outra, depois toca caixa e surdo e por aí vai. Completando a esquadra, a Cristina Buarque, que só se junta a sambistas que entendem o samba como ela.
E o que falar do homenageado Roberto Martins, autor de clássicos como Pedreiro Waldemar (com Wilson Batista), Barulho no Morro e outras jóias? Brasa!!
Uma esquadra e tanto. Um homenageado e tanto. Um espetáculo e tanto.
27 de novembro de 2009
Tributo a Roberto Martins
Carlão do Peruche e Velha Guarda no Clube Anhangüera
19 de novembro de 2009
São Ismael do Samba

“Aí vem chegando Ismael. Vamos tirar o chapéu”
Ismael Silva, um dos grandes nomes do samba de todos os tempos, é uma personalidade a sempre ser exaltada. Ele foi um dos sambistas do bairro do Estácio de Sá que ajudaram a moldar o samba nesse formato mais próximo dos desfiles carnavalescos e mais distante do maxixe e das danças de salão. Em outras palavras, ele ajudou a levar o samba do salão para a rua.
Parceiro de Nilton Bastos e Noel Rosa, emplacou diversos sucessos nos anos 30. Na década de 60, após perecer alguns anos no ostracismo, voltou a dar as caras, juntamente com outros monstros sagrados do samba, na lendária casa de samba Zicartola. Alguns anos depois, morreu velho, pobre e sozinho, mas deixou um legado riquíssimo para as gerações posteriores.
Em homenagem a sua rica obra, o SESC Pinheiros apresenta, neste próximo final de semana, o espetáculo São Ismael do Samba. Cristina Buarque, Barão do Pandeiro, Ná Ozzeti e Jards Macalé estarão no palco do Teatro Paulo Autran para cantarem sambas clássicos da obra desse gênio da nossa música. O espetáculo foi concebido Heron Coelho.
Serviço:
São Ismael do Samba
Local: SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros - São Paulo - SP)
Data: 21e 22 de novembro. Sábado, às 21h e domingo, às 18h
Preço: de 5 a 20 reais
Contato: (11) 3095-9400
Seguem dois áudios interessantes sobre Ismael. O primeiro é um depoimento dele para o jornalista Sérgio Cabral (retirado do disco História das Escolas de Samba, de 75) e o segundo é um put-purri em homenagem a ele, com sua participação (do disco O Samba Pede Passagem, de 66).
12 de novembro de 2009
Ministro do Samba (Batatinha)
Hoje é aniversário de 67 anos do Paulinho da Viola. Em homenagem a esta grande figura humana, indubitavelmente um dos maiores gênios da música universal de todos os tempos, posto aqui a homenagem que o sambista baiano Batatinha fez para ele.
O samba foi gravado pela primeira vez pelo próprio autor no disco "Samba da Bahia", de 1973. Em 1998, foi regravado, mais uma vez pelo Batatinha, no disco "Diplomacia". As duas versões estão aqui presentes.
Ministro do Samba (Batatinha)
Faço samba na mão
Juro por Deus que não minto
Quero na minha mensagem
Prestar uma homenagem
E dizer tudo o que sinto
Salve o Paulinho da Viola
Salve a turma da sua escola
O samba bem merecia
Ter Ministério algum dia
Então seria ministro
Paulo César Batista Faria
4 de novembro de 2009
Confraternização (Walter Rosa)
Os três sambas em que o compositor portelense vai enumerando nomes de valorosos e desconhecidos sambistas são incríveis. Walter Rosa consegue citar e rimar dezenas de nomes de gente do samba sobre melodias rebuscadas de maneira sublime. O primeiro dos sambas dessa série, inclusive, foi gravado pelo Terreiro Grande em seu disco ao vivo com a Cristina Buarque.
Após algum tempo, conforme eu ia aprendendo mais sobre a história do samba, comecei a notar algumas contradições nos sambas de Walter Rosa. Sim, porque ele anuncia nas gravações que os sambas são de 55, 57 e 59, respectivamente, mas alguns fatos citados no segundo e no terceiro samba aconteceram, certamente, na década de 60.
Ele cita, por exemplo, Paulinho da Viola e seu samba "Sei lá, Mangueira". Discorre sobre o samba-enredo "Chica da Silva", do Salgueiro. Aponta Martinho da Vila como um sambista que já está com "a bola branca". Tudo isso, entretanto, aconteceu nos anos 60.
Fiquei com essas dúvidas um bom tempo, mas relendo o que Sérgio Cabral escreveu sobre essa série de sambas, pude ver que, realmente, Walter Rosa se confundira ao falar o ano de composição dos sambas. Segue o texto do Sérgio Cabral:
O samba Confraternização (feito em fins dos anos 50) foi muito cantado em rodas de samba mas jamais foi gravado. Em virtude da boa receptividade do samba, Walter Rosa decidiu compor o Confraternização nº 2. As referências ao samba Chica da Silva, cantado pelo Salgueiro em 1963, e Semente do Samba, gravado por Clementina em 1965 indicam que o samba foi feito bem depois do primeiro. O Confraternização nº 3 é do fim do anos 60, como se vê pela citação do Sei lá, Mangueira, lançado no festival da Record de 1968, e a Martinho da Vila, que só aí também começava a ter seu nome projetado nacionalmente, ficando “com a bola branca” como afirma Walter Rosa.
Em Confraternização nº 3, Walter fala que “muitos ficaram aborrecidos” e “levaram a cópia do original/ da confraternização nº 1/ ao conhecimento de um jornal”. É que compositor Mazinho, da Portela, fez uma resposta ao samba de Walter Rosa e a letra foi publicada num jornal. Mazinho não fora citado e se colocou até numa posição de humildade, dizendo-se um modesto compositor: “Mas quem sou eu para compor/ Como Ariosto Ventura/ Eu não teria perdido o amor/ De uma certa criatura”.
Walter Rosa nasceu no Rio (no Meier) no dia 5 de março de 1925 e antes de ingressar na Portela, em 1947, pertenceu às Escolas de Samba Filhos do Deserto, Recreio de Inhaúma e Academia de Engenho da Rainha.
Confraternização nº 1 (Walter Rosa)
Envio aqui musicalmente
Cartões de boas festas
A todos poetas e compositores
Espero que esses o encontrem
Contentes e gozando saúde
E feliz em seus amores
Zinco, lá dos Filhos do Deserto
Prefere sempre estar perto das florestas
Ouvindo os pássaros cantando
Cartola se afasta do morro
Mas não vai embora
A saudade lhe devora
De Carlos Moreira, Zagaia e Padeirinho
Com este último
Com quem conversei bastante
Sobre um assunto interessante
Do Nonô do Jacarezinho
Ariosto Ventura de tanto dizer
Vem morar comigo
Se andares direito te darei amor
Se errares te darei só castigo
Ilco, lá do Engenho da Rainha
Uma vez numa tendinha
Me chamou em particular
Walter Rosa, por Deus quero compor
Com você uma glosa
Que não relacione o amor
Silas, viga-mestra do Império Serrano
Lá do alto quando abre-se o pano
Aparece a cantar
És a luz da minha vida para ela
A Serrinha em peso abre a janela
Para ouvir o seu cantor
Candeia, Waldir, Picolino
Manacéia, Alvaiade, Avelino
Monarco e Chatim
Padrões de talento da Portela
Os seus valores não têm fim
Confraternização nº 2 (Walter Rosa)
Renovarei votos de estima
Aos poetas e compositores já citados
Chegou a vez daqueles que ainda
Não foram lembrados
Que vivem escondidos por aí
Com lindas melodias
Que o povo quer ouvir
Noel e Anescarzinho do Salgueiro
Quando lançaram no terreiro
Chica da Silva do cativeiro zombou
Cícero e Helio Cabral da Estação Primeira
Diz que a semente do samba
Quem possui é só Mangueira
Ramon Russo ao passar pelo Império
Foi um caso sério, com aquele tal de Timbó
Foi notório a presença de Osório
Diz o que quis no samba tango
Escreveu como ele só
Assim redigiu
Dançando me viu
E fingiu que não viu
Com aquele cavalheiro ela saiu
Valter Coringa só escreve o fino e bacana
Assim como o grande Cabana
Aidno, Catoni e Evancoé
Este que fez sua transferência
Pra Portela
Tal qual o Jair da Capela
Hoje com Jorge Bubu e Casquinha
Defendem Oswaldo Cruz
Aonde a música seduz
Confraternização nº 3 (Walter Rosa)
Parabenizaram-me
Muitos ficaram aborrecidos
Foi aquele zum zum zum
Dentre os que não foram incluídos
Levaram a cópia do original
Da Confraternização número 1
Ao conhecimento de um jornal
Garanto que não foi
Nenhum dos valores escondidos
Que existem por aí
Por exemplo: Everaldo que eu conheci
Na residência de Antonio Candeia
Para mim foi um dia feliz
Assim como vivem felizes
Carlinhos Sideral, Velha. Matias e Bidi
Enquanto possuírem o samba na veia
Defenderão a sua Imperatriz
Quem não se lembra do talento de Tolito
Geraldo Babão, Zuzuca e Darci
Que só faz samba bonito
Mantive um papo sadio com Aurinho da Ilha
Sobre Paulinho da Viola
E seu sucesso “Sei lá não sei”
Chegou Jorginho dizendo:
Gravei um LP que é só maravilha
Os autores são Pelado
Preto Rico e Leléo
Mostrou-se muito empolgado
Com Martinho de Vila Isabel
Que está com a bola branca
E promete ocupar o trono de Noel

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