
Do couro do cabrito, do boi, do bode, do gato é que o bom malandro faz samba. Jacarandá, massaranduba, embaúba, pinho e aço, mas sem embaraço, vai logo pra debaixo do braço de algum tocador. Com algum tira-gosto, cerveja e cachaça, a graça no rosto de todos se espalha... Com a palha na cabeça, mas por favor, não se esqueça: o samba é de todos!
30 de dezembro de 2009
Ataulfo Alves - Vida e Obra (Sérgio Cabral)

18 de dezembro de 2009
Gallotti no Clube Anhangüera

Inimigos do Batente convidam Gallotti
Local: Clube Anhangüera
Endereço: Rua dos Italianos nº1261 – Bom Retiro – São Paulo - SP
Data: 18/12
Horário: a partir de 22h
Ingressos: R$ 10,00
Como chegar: Marginal Tietê (sentido Penha), passando a Ponte da Casa Verde, terceira rua à direita, primeira à esquerda e novamente primeira à esquerda.
15 de dezembro de 2009
Quem me ouvir cantar (Aniceto da Portela)
Sobre este samba não há muito que dizer: ele é o puro e singelo sentimento do sambista lírico e apaixonadamente poeta, que, naquele momento de encontro com a felicidade, na hora da luz da inspiração, descreveu com maestria, com melodias que desafiam e causam espanto aos acadêmicos, seus mais nobres e sinceros sentimentos. Temos apenas que escutar para sentir o que o samba verdadeiramente é.
Se não cabe explicação - e realmente não se explica um sentimento humano que é tão passional e, sobretudo, particular - cabe, por outro lado, o registro de que Aniceto José de Andrade, o Aniceto da Portela, é irmão de Mijinha e Manacéa, outros dois compositores de alta patente da ala de compositores histórica da agremiação alviceleste de Oswaldo Cruz. E vale, também, registrar que a primeira gravação desta grande brasa da historia se deu em 1978, com a grande e sempre louvável Clara Nunes, sendo esta interpretação, uma das maiores da carreira da mineira guerreira. Posteriormente, em 2004, Tia Surica registrou, sem o mesmo brilho mas com valor, a jóia rara de um dos maiores compositores de nosso samba.
Quem me ouvir cantar (Aniceto da Portela)
Quem me ouvir cantar
Quem me vir sorrindo assim
Desconhece a mágoa que está dentro de mim
Quando eu parar de cantar e sorrir
Meus olhos estarão chorando
Meu coração penando
Por aquela que tão longe
Vai caminhando
Sem olhar para trás
Não voltará jamais
Ela não deu esperança de voltar
Mas o meu coração não se cansa de clamar
Ela vai não volta mais
Ela não vai voltar para o meu lar
14 de dezembro de 2009
Paulo César Pinheiro e Fabiana Cozza no Bourbon Street
SERVIÇO
Aula-show na Sala do Professor Buchanan's com Paulo César Pinheiro e Fabiana Cozza
Local: Bourbon Street
Horário: Segunda-feira (14), às 20h
Informações: (11) 5095 6100
11 de dezembro de 2009
E hoje tem Cristina e Henrique Cazes cantando Noel
Conservatório UFMG
Horário: 21 horas
ENTRADA FRANCA
Os ingressos serão distribuídos das 19 às 20 horas no dia do espetáculo.
Cristina Buarque e Terreiro Grande em BH

3 de dezembro de 2009
O dia do samba
Ao contrário do que cantou certa vez Nelson Sargento, o samba não agoniza. Pelo contrário, ele florece, como flores selvagens em jardins e bosques, como portentosos lírios a beira de um rio que corre, perene e límpido, em meio a rica natureza.
Falar sobre samba, hoje, não é tentar explicar qual o papel dos sambistas na mídia, na sociedade e no universo musical oficialesco, e sim estar ciente que nessas rodas de samba que se espalham pelos bairros há um lirismo verdadeiro, que sambistas contemporâneos conseguem transmitir de maneira natural.
O samba sempre habitou nossas mentes e corações, mesmo quando tentaram sufocá-lo. Para existir, ele depende apenas de um coração que quer cantar seus ais, de uma inspiração que quer se reproduzir nas cordas de um pinho, de uma melodia agradável que o sambista assovia.
O samba caminha de maneira natural, e vem ganhando o espaço que era dele e que se perdeu. O samba, com sua riqueza singela, é capaz de fazer despertar na humanidade os sentimentos mais puros.
O dia 2 de dezembro é um dia para se exaltar o samba de maneira oficial. Mas de maneira oficiosa, fazemos de cada dia, o dia do samba.
1 de dezembro de 2009
Ismael, Cristina, Roberto Martins, Samba de Fato e outras cositas mas...
Cristina e o Samba de Fato (formado por Pedro Amorim, Pedro Miranda, Paulino Dias e Alfredo Del Penho) lançaram, recentemente, um disco em homenagem a Mauro Duarte. O repertório foi fruto de extensa pesquisa e resultou num trabalho belíssimo. Para o show em homenagem a Roberto Martins, também foi feito uma grande pesquisa de repertório, que, combinado aos belos arranjos e à sólida interpretação dos músicos, resultou num melhores shows de samba dos últimos anos. Após o show, Alfredo Del Penho ainda comentou comigo: "E os sambas que ficaram de fora também são excelentes. Foi difícil escolher o repertório".
Alfredo Del Penho é um violonista de mão cheia e canta muito bem. Pedro Amorim toca um bandolim de centro que só vendo e também tem um belo vozeirão. Pedro Miranda bate seu pandeiro com firmeza e Paulino Dias, como bem falou Del Penho, é um atleta. Isso porque ele toca surdo com uma mão e tamborim com a outra, depois toca caixa e surdo e por aí vai. Completando a esquadra, a Cristina Buarque, que só se junta a sambistas que entendem o samba como ela.
E o que falar do homenageado Roberto Martins, autor de clássicos como Pedreiro Waldemar (com Wilson Batista), Barulho no Morro e outras jóias? Brasa!!
Uma esquadra e tanto. Um homenageado e tanto. Um espetáculo e tanto.
27 de novembro de 2009
Tributo a Roberto Martins
Carlão do Peruche e Velha Guarda no Clube Anhangüera
19 de novembro de 2009
São Ismael do Samba

“Aí vem chegando Ismael. Vamos tirar o chapéu”
Ismael Silva, um dos grandes nomes do samba de todos os tempos, é uma personalidade a sempre ser exaltada. Ele foi um dos sambistas do bairro do Estácio de Sá que ajudaram a moldar o samba nesse formato mais próximo dos desfiles carnavalescos e mais distante do maxixe e das danças de salão. Em outras palavras, ele ajudou a levar o samba do salão para a rua.
Parceiro de Nilton Bastos e Noel Rosa, emplacou diversos sucessos nos anos 30. Na década de 60, após perecer alguns anos no ostracismo, voltou a dar as caras, juntamente com outros monstros sagrados do samba, na lendária casa de samba Zicartola. Alguns anos depois, morreu velho, pobre e sozinho, mas deixou um legado riquíssimo para as gerações posteriores.
Em homenagem a sua rica obra, o SESC Pinheiros apresenta, neste próximo final de semana, o espetáculo São Ismael do Samba. Cristina Buarque, Barão do Pandeiro, Ná Ozzeti e Jards Macalé estarão no palco do Teatro Paulo Autran para cantarem sambas clássicos da obra desse gênio da nossa música. O espetáculo foi concebido Heron Coelho.
Serviço:
São Ismael do Samba
Local: SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros - São Paulo - SP)
Data: 21e 22 de novembro. Sábado, às 21h e domingo, às 18h
Preço: de 5 a 20 reais
Contato: (11) 3095-9400
Seguem dois áudios interessantes sobre Ismael. O primeiro é um depoimento dele para o jornalista Sérgio Cabral (retirado do disco História das Escolas de Samba, de 75) e o segundo é um put-purri em homenagem a ele, com sua participação (do disco O Samba Pede Passagem, de 66).
12 de novembro de 2009
Ministro do Samba (Batatinha)
Hoje é aniversário de 67 anos do Paulinho da Viola. Em homenagem a esta grande figura humana, indubitavelmente um dos maiores gênios da música universal de todos os tempos, posto aqui a homenagem que o sambista baiano Batatinha fez para ele.
O samba foi gravado pela primeira vez pelo próprio autor no disco "Samba da Bahia", de 1973. Em 1998, foi regravado, mais uma vez pelo Batatinha, no disco "Diplomacia". As duas versões estão aqui presentes.
Ministro do Samba (Batatinha)
Faço samba na mão
Juro por Deus que não minto
Quero na minha mensagem
Prestar uma homenagem
E dizer tudo o que sinto
Salve o Paulinho da Viola
Salve a turma da sua escola
O samba bem merecia
Ter Ministério algum dia
Então seria ministro
Paulo César Batista Faria
4 de novembro de 2009
Confraternização (Walter Rosa)
Os três sambas em que o compositor portelense vai enumerando nomes de valorosos e desconhecidos sambistas são incríveis. Walter Rosa consegue citar e rimar dezenas de nomes de gente do samba sobre melodias rebuscadas de maneira sublime. O primeiro dos sambas dessa série, inclusive, foi gravado pelo Terreiro Grande em seu disco ao vivo com a Cristina Buarque.
Após algum tempo, conforme eu ia aprendendo mais sobre a história do samba, comecei a notar algumas contradições nos sambas de Walter Rosa. Sim, porque ele anuncia nas gravações que os sambas são de 55, 57 e 59, respectivamente, mas alguns fatos citados no segundo e no terceiro samba aconteceram, certamente, na década de 60.
Ele cita, por exemplo, Paulinho da Viola e seu samba "Sei lá, Mangueira". Discorre sobre o samba-enredo "Chica da Silva", do Salgueiro. Aponta Martinho da Vila como um sambista que já está com "a bola branca". Tudo isso, entretanto, aconteceu nos anos 60.
Fiquei com essas dúvidas um bom tempo, mas relendo o que Sérgio Cabral escreveu sobre essa série de sambas, pude ver que, realmente, Walter Rosa se confundira ao falar o ano de composição dos sambas. Segue o texto do Sérgio Cabral:
O samba Confraternização (feito em fins dos anos 50) foi muito cantado em rodas de samba mas jamais foi gravado. Em virtude da boa receptividade do samba, Walter Rosa decidiu compor o Confraternização nº 2. As referências ao samba Chica da Silva, cantado pelo Salgueiro em 1963, e Semente do Samba, gravado por Clementina em 1965 indicam que o samba foi feito bem depois do primeiro. O Confraternização nº 3 é do fim do anos 60, como se vê pela citação do Sei lá, Mangueira, lançado no festival da Record de 1968, e a Martinho da Vila, que só aí também começava a ter seu nome projetado nacionalmente, ficando “com a bola branca” como afirma Walter Rosa.
Em Confraternização nº 3, Walter fala que “muitos ficaram aborrecidos” e “levaram a cópia do original/ da confraternização nº 1/ ao conhecimento de um jornal”. É que compositor Mazinho, da Portela, fez uma resposta ao samba de Walter Rosa e a letra foi publicada num jornal. Mazinho não fora citado e se colocou até numa posição de humildade, dizendo-se um modesto compositor: “Mas quem sou eu para compor/ Como Ariosto Ventura/ Eu não teria perdido o amor/ De uma certa criatura”.
Walter Rosa nasceu no Rio (no Meier) no dia 5 de março de 1925 e antes de ingressar na Portela, em 1947, pertenceu às Escolas de Samba Filhos do Deserto, Recreio de Inhaúma e Academia de Engenho da Rainha.
Confraternização nº 1 (Walter Rosa)
Envio aqui musicalmente
Cartões de boas festas
A todos poetas e compositores
Espero que esses o encontrem
Contentes e gozando saúde
E feliz em seus amores
Zinco, lá dos Filhos do Deserto
Prefere sempre estar perto das florestas
Ouvindo os pássaros cantando
Cartola se afasta do morro
Mas não vai embora
A saudade lhe devora
De Carlos Moreira, Zagaia e Padeirinho
Com este último
Com quem conversei bastante
Sobre um assunto interessante
Do Nonô do Jacarezinho
Ariosto Ventura de tanto dizer
Vem morar comigo
Se andares direito te darei amor
Se errares te darei só castigo
Ilco, lá do Engenho da Rainha
Uma vez numa tendinha
Me chamou em particular
Walter Rosa, por Deus quero compor
Com você uma glosa
Que não relacione o amor
Silas, viga-mestra do Império Serrano
Lá do alto quando abre-se o pano
Aparece a cantar
És a luz da minha vida para ela
A Serrinha em peso abre a janela
Para ouvir o seu cantor
Candeia, Waldir, Picolino
Manacéia, Alvaiade, Avelino
Monarco e Chatim
Padrões de talento da Portela
Os seus valores não têm fim
Confraternização nº 2 (Walter Rosa)
Renovarei votos de estima
Aos poetas e compositores já citados
Chegou a vez daqueles que ainda
Não foram lembrados
Que vivem escondidos por aí
Com lindas melodias
Que o povo quer ouvir
Noel e Anescarzinho do Salgueiro
Quando lançaram no terreiro
Chica da Silva do cativeiro zombou
Cícero e Helio Cabral da Estação Primeira
Diz que a semente do samba
Quem possui é só Mangueira
Ramon Russo ao passar pelo Império
Foi um caso sério, com aquele tal de Timbó
Foi notório a presença de Osório
Diz o que quis no samba tango
Escreveu como ele só
Assim redigiu
Dançando me viu
E fingiu que não viu
Com aquele cavalheiro ela saiu
Valter Coringa só escreve o fino e bacana
Assim como o grande Cabana
Aidno, Catoni e Evancoé
Este que fez sua transferência
Pra Portela
Tal qual o Jair da Capela
Hoje com Jorge Bubu e Casquinha
Defendem Oswaldo Cruz
Aonde a música seduz
Confraternização nº 3 (Walter Rosa)
Parabenizaram-me
Muitos ficaram aborrecidos
Foi aquele zum zum zum
Dentre os que não foram incluídos
Levaram a cópia do original
Da Confraternização número 1
Ao conhecimento de um jornal
Garanto que não foi
Nenhum dos valores escondidos
Que existem por aí
Por exemplo: Everaldo que eu conheci
Na residência de Antonio Candeia
Para mim foi um dia feliz
Assim como vivem felizes
Carlinhos Sideral, Velha. Matias e Bidi
Enquanto possuírem o samba na veia
Defenderão a sua Imperatriz
Quem não se lembra do talento de Tolito
Geraldo Babão, Zuzuca e Darci
Que só faz samba bonito
Mantive um papo sadio com Aurinho da Ilha
Sobre Paulinho da Viola
E seu sucesso “Sei lá não sei”
Chegou Jorginho dizendo:
Gravei um LP que é só maravilha
Os autores são Pelado
Preto Rico e Leléo
Mostrou-se muito empolgado
Com Martinho de Vila Isabel
Que está com a bola branca
E promete ocupar o trono de Noel
30 de outubro de 2009
Samba hoje
Em São Paulo, no Clube Anhangüera (Bom Retiro), também hoje, mais uma edição do Projeto Anhangüera dá Samba, com os Inimigos do Batente no comando da roda. Dez mangos de couvert artístico.
21 de outubro de 2009
Bar do Alemão, 41 anos

17 de outubro de 2009
O toró já chegou (Germano Mathias - Caco Velho)
Hoje é aniversário do Couro do Cabrito: 3 anos. Vou fazer essa postagem e me mandar lá pra casa da Natália (Embaixada das Perdizes na Vila Leopoldina), onde vai rolar feijoada e batucada.
O Tenente quer que eu cante só sambas que ele conhece, mas eu vou cantar esse samba do Germano e Caco Velho que ele ainda não sabe que existe. Afinal a chuva tá no céu e se a Natinha não recolher a roupa do varal, vai molhar tudo...
O toró já chegou (Germano Mathias - Caco Velho)
O toró já chegou
O toró já chegou
Corre Maria lá no quintal
Recolhe a roupa que está toda no varal
No bolo todo está a nossa fantasia
Se a chuva molhar, nós não podemos desfilar
16 de outubro de 2009
30 de setembro de 2009
Quero morrer na Portela (Zé Keti)
Samba de Zé Keti gravado no disco "75 anos de Samba" de 1996. Interpretado pelo próprio autor.
Quero morrer na Portela (Zé Keti)
Não sei o que que tem
O que tem na Mangueira
Dona Neuma é uma beleza
Digo com franqueza tia Vicentina
E Dona Rosária também trabalharam
E como lutaram na hora precisa
Mesmo na derrota elas nunca falharam
(Mano Décio da Viola)
Mano Décio da Viola
Pertenceu a minha escola
Já brigou muito por ela
E hoje distante tem saudade dela
Se eu não fosse portelense
Eu seria mangueirense, tá na cara
Sem sair de Mangueira (Mangueira)
Pra curtir Mano Tinguinha
A minha comadre Zica
Nininha partideira lá da estação Primeira (Mangueira)
Só para ouvir o divino Cartola
Cantando pra nós uma linda canção
E Carlos Cachaça, poeta da raça
Brincando de samba, sambando no chão
Mangueira eu queria viver pra você
Ai, se eu pudesse seria um prazer
Mas é na Portela que eu quero morrer (Mangueira)
Mas é na Portela que eu quero morrer
Obsessão (Milton de Oliveira - Mirabeau)
Eu conheci essa pérola na voz da Clara Nunes. Ela gravou o belo samba no antológico álbum “Esperança”, de 1979.
De tanto que eu gostei, procurei por gravações mais antigas. E encontrei uma versão de 1955, feita por Carmen Costa e outra de 1956, feita pela dupla Jorge Veiga e Carmen Costa (novamente). Segue a jóia:
Obsessão (Milton de Oliveira - Mirabeau)
Você roubou meu sossego
Você roubou minha paz
Com você eu vivo a sofrer
Sem você, vou sofrer muito mais
Já não é amor
Já não é paixão
O que eu sinto por você
É obsessão
17 de setembro de 2009
Batatinha & Companhia Ilimitada (1969)


A seguir, reproduzo (com as regras gramaticais da época e os erros do autor) o texto de Cid Seixas para a contra-capa:
BATATINHA & COMPANHIA ILIMITADA
Salvador, maio de 1969
Aos tantos dias do mês tal do ano qual, fundou-se a sociedade Batatinha & Companhia Ilimitada, com fins musicais.
Tôda a história começou ha exatamente vinte e cinco anos, quando o cidadão Oscar da Penha, a quem o Samba apelidou de Batatinha, resolveu tirar, na caixa de fósforo (não revelo a marca, porque seria propaganda gratuita), o Inventor do trabalho, seu primeiro samba.
Daí por diante vieram várias gravações: Jajá da Gamboa, por Jamelão (que para tanto entrou de bicão: tornou-se parceiro, indevidamente), Diplomacia e Só Eu Sei, por Bethânia (numa só faixa), Bossa Capoeira, pelo Inema Trio (Batatinha, inclusive, foi o introdutor da Capoeira na nossa Música Popular, há anos atrás), além de marchas e sambas carnavalescos.
Em Assembléia Geral, para que nossa Sociedade fôsse mais importante, votamos a participação de uma dupla de sambistas populares: Panela e Garrafão (que fazem samba com tempêro e birita). Era pensamento de Jorge, diretor da JS, mudar o nome do samba dêstes dois novos associados para efeito de gravação. Sugerimos, então, que nos permitesse fazer a contracapa do disco e explicar tudo.
Na verdade, não temos a mínima intenção de cumprir o combinado: não vamos explicar coisa alguma. Achamos a música (Não suje o meu Caixão) com um título altamente tropicalista (Tropicalismo é exatamente isto: valorização das nossas coisas, em têrmos de arte). O título, aliás, reflete a mentalidade e os preconceitos que condicionam o nosso homem do povo. Em têrmos culturais, pode haver algo mais importante?
Cid Seixas
1. DIPLOMACIA e SÓ EU SEI (Batatinha - J. Luna) - Inema Trio
5 de setembro de 2009
Bibliografia do samba (em constante atualização)
ALENCAR, Edigar de. Nosso Sinhô do Samba. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
__________________. O carnaval carioca através da música. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos, 1965.
__________________. O fabuloso e harmonioso Pixinguinha. Rio de Janeiro: Cátedra, 1979.
__________________.Vida e morte gloriosa de Pixinguinha. Juazeiro do Norte: Mascote, 1981.
ALVARENGA, Oneida. História da Música Popular Brasileira. São Paulo: Globo, 1950.
ALVES, Henrique L. Sua Excelência o Samba. São Paulo: Palma, 1968.
ANDRADE, Mario de. O Samba Rural Paulista. São Paulo: Departamento Municipal de Cultura, 1937.
__________________. Música do Brasil, Curitiba: Editora Guaira Ltda, 1941.
________________. Pequena História da Música, São Paulo: Livraria Martins – Editora MEC, 1976.
ANTÔNIO, João. Zicartola e que tudo mais vá pro inferno. São Paulo: Scipione, 1991.
ARAÚJO, Ari (et. al.). As Escolas de Samba: Um episódio antropofágico/ O amigo da madrugada: O fenômeno Adelzon Alves. Rio de Janeiro: Vozes, 1978.
ARAÚJO, Hiram. Carnaval, seis milênios de história. Rio de Janeiro: Griphus, 2000.
______________. Memória do carnaval. Rio de Janeiro: Oficina do Livro, 1991.
______________ & JÓRIO, Amaury. Natal - O homem de um braço só. Rio de Janeiro: Guavira, 1975.
______________ & JÓRIO, Amaury. Escolas de Samba em desfile - Vida, paixão e sorte. Rio de Janeiro: Poligráfica, 1969.
AUGRAS, Monique. O Brasil do Samba-Enredo. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1998.
AUGUSTO, Alexandre. Moreira da Silva: O último dos Malandros. Rio de Janeiro: Record, 1996.
BARBOSA, Orestes. Samba. Rio de Janeiro: Livraria Educadora, 1933.
BEVILÁQUA, Adriana Magalhães (et. al.). Clementina, cadê você?. Rio de Janeiro: LBA/FUNARTE, 1988.
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28 de agosto de 2009
Santos de todos os sambas

Entretanto, numa dessas ironias do destino, Renato Borgomoni faleceu no último dia 17 de agosto. A roda de samba dessa sexta fica sendo, portanto, a primeira homenagem póstuma a esse senhor sambista.
Vale lembrar que a cidade de Santos tem uma rica tradição de samba, com fortes influências do samba carioca (devido à localização litorânea e portuária), diferente da capital e de outros rincões do interior, que trouxeram na gênese do samba um forte aspecto rural. Hoje está tudo mais misturado e as influências se convergiram, mas antes era um pouco diferente.
Vale a pena escutar alguns sambas de Renato Borgomoni aqui.
26 de agosto de 2009
Mano Décio da Viola, nosso herói da liberdade

Em seu antológico samba-enredo “Heróis da Liberdade”, parceria com Silas de Oliveira e Manuel Ferreira, que alcançou o modesto 4º lugar no desfile de 1969, Mano Décio da Viola, Décio Antonio Carlos de nascimento, cita alguns vultos importantes de nossa história. Nossos heróis, que lutaram pela nossa liberdade e pela consolidação de nossa nação. Entretanto, a nossa história oficial deixa de lado nomes de pessoas que, através da música popular, conseguiram atingir resultados ainda mais expressivos: eles libertaram nossas mentes da obscuridade, da ignorância, da ditadura dos jabás e enlatados culturais. Conseguiram nos trazer emoção através de melodias singelas e de palavras cativantes. Ao fazerem samba, são os nossos “heróis da liberdade”.
Nosso herói em questão, Mano Décio da Viola, teve em sua vida o que chamamos de “saga do herói”. Nascido na Bahia, em Santo Amaro da Purificação em 14 de julho de 1909, filho do baiano Hermógenes Antonio Maximo, operário da construção civil e da pernambucana Maria Isabel Maximo, foi registrado em Juiz de Fora e batizado somente no Rio de Janeiro.
Pobre, ainda tinha mais 15 irmãos para dividir a escassa comida que tinha à mesa. Para suavizar esse sofrimento, trabalhou desde cedo, buscando água para abastecer os Morros de Santo Antonio e do Castelo, onde residiu. Morou na Mangueira e em Madureira e foi nesses centros irradiadores de samba que travou conhecimento de nosso ritmo que contagiava os morros e subúrbios cariocas. Cansado da perseguição do pai, fugiu de casa e foi vender jornal no Largo da Carioca. Foi aí que se tornou um morador de rua. “Bicho solto”, ia à todos os pagodes que achasse conveniente.
Em Mangueira, no Buraco Quente, conheceu Norberto Vieira Marçal, vulgo Manga, irmão do lendário Armando Marçal. Manga era presidente da Escola de Samba Recreio de Ramos e comandava quarenta garotos jornaleiros. O pequeno e já malandro Décio foi viver com ele.
A música já convivia com sua personalidade. Além de freqüentar o Recreio de Ramos, o rapaz de vinte e poucos anos se fez presente em diversas agremiações: União de Madureira, Rainha das Pretas, União de Vaz Lobo, Unidos da Tamarineira e Unidos da Congonha foram locais que recepcionaram o futuro lendário sambista em seus primeiros passos no mundo do samba.
Cativado por uma melodia que ouvira no cinema, fez seu primeiro samba, no início dos anos 30, colocando uns versos sobre a valsa de Waldteufel. Seu parceiro era o sambista Sete, mas quando o samba foi gravado anos depois por Almirante, os parceiros que apareceram no selo foram Bide e João de Barro (seu nome apareceu como Delson Carlos). À época, era comum vender sambas e parcerias. Vendeu vários e deu alguns para Armando Marçal terminar com Bide. É possível, portanto, que alguns dos clássicos da dupla Bide e Marçal tenha o dedo de Mano Décio. Foi nessa época, aliás, que ganhou o apelido que levaria para o resto de sua vida (o sambista Magno quem o apelidou). Foi nessa época, também, que perdeu a visão de um dos olhos quando uma lata de creolina que carregava estourou e atingiu sua face. Na ocasião compôs o samba “Cego e surdo”.
Cansado de rodar por várias escolas de samba, chegou a Escola de Samba Prazer da Serrinha por volta de 1933, 1934. Após ser aprovado por Alfredo Costa, o “dono da escola”, pôde lá permanecer. Lá, fez belos sambas de terreiro com Mario Feliciano, o Manula, Delfino (principal compositor junto com Mano Décio e diretor de harmonia da escola), Carlinhos Bem-te-vi e outros. Na época, os sambas possuíam apenas a primeira parte e ele compôs alguns belos versos como “Sonhei, sonhei / Comovido fiquei / Por alguém que eu amei / Eu de alegria chorei / Eu chorei”.
O ano de 1935 deve entrar para história de nossa música popular. Foi nesse ano que ele levou para a sua escola o grande compositor Silas de Oliveira. Antes eles já haviam composto o samba Meu Grande Amor (Meu grande amor / Vem consolar a minha dor / Você ainda é minha vida / É o meu calor / Eu lhe amo minha querida / Eu sou o seu cantor). Foi uma época onde o samba pôde levar a felicidade a nosso herói. Se antes as sofreguidões da vida consumiam a maior parte de seu tempo, agora esse tempo era ocupado com sambas, peixadas e farras homéricas.
Quando começou a Segunda Guerra Mundial, o Prazer da Serrinha fechou as portas. Mano Décio, então foi pra Portela. Retornou assim que a sua escola do coração voltou a desfilar, ainda em 1945. Nesse Carnaval, os sambistas mais jovens já estavam bastante incomodados com os mandos e desmandos do “ditador” Alfredo Costa. No ano seguinte, Antonio Caetano, fundador da Portela, levou para o Prazer da Serrinha seu enredo “A Conferência de São Francisco” que fora rejeitado pela agremiação de Oswaldo Cruz. Silas de Oliveira e Mano Décio fizeram o samba-enredo (considerado por Mano Décio pioneiro ao ligar o samba com motivos históricos ao enredo). Porém, na hora do desfile, Alfredo Costa pediu para que os componentes cantassem o samba de terreiro Alto da Colina, de Albano. O resultado foi um desfile desencontrado, sem harmonia com cada ala cantando um samba diferente. O 11º lugar foi até bom pelo desastre que foi. Mano Décio sentiu o golpe e chorou.
Diante de tais acontecimentos, uma nova escola era a ambição daqueles que foram violados em plena avenida. Em 1947, o desfile do Prazer da Serrinha ainda foi da dupla Silas/ Mano Décio (dessa vez o samba foi desfilado), mas o surgimento do Império Serrano era inevitável. Assim, no decorrer desse mesmo ano, surgiu o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano, o menino de 47, Reizinho de Madureira.
A história do Império Serrano confunde-se com a história de Mano Décio. No primeiro desfile, em 48, o samba-enredo “Antonio Castro Alves” foi de Comprido, mas a partir daí, foram raros os anos em que o nome de Mano Décio não estivesse presente. Em 1949, compôs o antológico “Exaltação à Tiradentes”. Primeiro ele tentou em três oportunidades fazer um samba com Silas, todos reprovados. Alguns dias depois, sonhou com uma melodia. Não foi trabalhar, fez um peixe e firmou a primeira. Lembrou-se da segunda do Penteado e a encaixou. Estanislau Silva entrou de lambuja.
De 1949, quando fez Tiradentes, até 1964 quando se retirou provisoriamente para a Portela, Mano Décio deixou de emplacar seu samba na avenida apenas em 53 e 54. Alcançou o título em seis oportunidades (49, 50, 51, 55, 56 e 60). Além de Silas de Oliveira, foi parceiro de Penteado, Estanislau Silva, Molequinho, Chocolate, Abílio Martins, Aidno Sá, Ramon Russo e David do Pandeiro.
Como as histórias de amor (como foi a relação de Mano Décio e o Império) sempre têm os momentos de crise, em 1964, Mano Décio brigou com a diretoria do Império e se mandou para a Portela, onde ficou até 1968. Após o Carnaval de 1964, vencido pela Portela, escutou-se em Madureira uma letra de Mano Décio sobre a música do samba-enredo da Portela do ano que dizia assim: “como é bom ganhar/ como é bom ganhar/ Não adianta chorar”. Não pegou bem na Serrinha.
De volta ao Império em 1968, concorreu pela primeira e única vez com Silas de Oliveira. O enredo era “Pernambuco, Leão do Norte” e ele fez uma bela parceria com Jorginho Pessanha, recém-egresso à Escola. Mas, deu Silas. Em 1969, fez seu último samba-enredo para o Império. Parceria com Silas e Manuel Ferreira, compôs o antológico “Heróis da Liberdade”. Também foi o último de Silas, que seria boicotado sistematicamente nas disputas de samba-enredo do Império nos anos seguintes. Esse samba (Heróis da Liberdade) ficou apenas em quarto lugar, mas passou para história. Na época deu rolo com a ditadura, que não gostou de algumas referências aos militares.
Nos anos 70, Mano Décio finalmente obteve a glória de gravar alguns LPs, coisa que muito sambista genial morreu sem fazer. O primeiro, de 1973, saiu como brinde de Natal de uma metalúrgica e é hoje uma raridade. No ano seguinte, gravou “Capítulo Maior da História do Samba”, pela Tapecar. Em 1976, lançou “ O Legendário Mano Décio da Viola”, pela Polydor. Os três álbuns seguintes foram lançados pela CBS: “O Imperador” em 1978, “Mano Décio”, em 1979 e “Mano Décio Apresenta a Velha Guarda do Império” em 1980.
Além de ter registrado sua voz para a posteridade, ele também foi gravado por grandes nomes de nossa música como: Almirante, Abílio Martins, Gilberto Alves, Roberto Silva, Chico Buarque, Elis Regina, Jorginho do Império, Jair Rodrigues, Martinho da Vila, João Bosco, João Nogueira, Paulinho da Viola, Jorge Goulart, Mestre Marçal, entre outros.
Em 18 de outubro de 1984, foi para o Reino da Glória pontear sua viola com seu parceiro Silas, que já tinha partido no ano de 1972. Hoje, cem anos após seu nascimento, rendemos nossa singela homenagem a ele.
Discografia:
Mano Décio da Viola (1973)
Capítulo Maior da História do Samba (1974)
O Legendário Mano Décio da Viola (1976)
O Imperador (1978)
Mano Décio (1979)
Mano Décio apresenta a Velha Guarda do Império (1980)
Sambas emplacados na avenida:
No Prazeres da Serrinha
1946 - Paz Universal (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira) - 11º lugar (impedido de ser cantado na hora H)
1947 - Os Bandeirantes (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira) - 7º lugar
No Império Serrano
1949 - Exaltação a Tiradentes (Mano Décio da Viola - Penteado - Estanislau Silva) - 1º lugar
1950 - Batalha Naval de Riachuelo (Mano Décio da Viola - Penteado - Molequinho) - 1º lugar
1951 - 61 anos de República (Silas de Oliveira - Mano Décio da Viola) - 1º lugar
1952 - Homenagem a Medicina (Mano Décio da Viola - Penteado - Molequinho) - anulado
1955 - Exaltação a Duque de Caxias (Mano Décio da Viola- Silas de Oliveira) - 1º lugar
1956 - O caçador de esmeraldas (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira) - 1º lugar
1957 - Exaltação a D. João VI (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira) - 2º lugar
1958 - Exaltação a Bárbara Heliodora (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira - Ramon Russo) - 2º lugar
1959 - Brasil Holandês (Mano Décio da Viola - Chocolate - Abílio Martins) - 3º lugar
1960 - Medalhas e brasões (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira) - 1º lugar
1961 - Movimentos revolucionários do Brasil (Mano Décio da Viola - Aidno Sá) - 4º lugar
1962 - Rio dos Vice-Reis (Mano Décio da Viola - Aidno Sá - David do Pandeiro) - 2º lugar
1963 - Rio de Ontem e Hoje (Ala dos Compositores) - 3º lugar
1969 - Heróis da Liberdade (Mano Décio da Viola - Silas de Oliveira - Manoel Ferreira) - 4ºlugar
Fontes de consulta:
Livros:
CABRAL, Sérgio. As escolas de samba do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Editora Lumiar, 1996
TINHORÃO, José Ramos. Pequena História da Música Popular - Da modinha à canção de protesto. Petrópolis, Vozes, 1974
SILVA, Marília Trindade Barboza da, & OLIVEIRA FILHO, Arthur L. de. Silas de Oliveira, do Jongo ao Samba-enredo. Rio de Janeiro, Funarte, 1981
VALENÇA, Rachel & VALENÇA, Suetônio. Serra, Serrinha, Serrano. O Império do Samba. Rio de Janeiro, José Olympio, 1981
Fascículos:
CABRAL, Sérgio. História das Escolas de Samba - vol. 7. Rio de Janeiro, Rio Gráfica e Editora, 1976
VÁRIOS AUTORES. Nova História da Música Popular Brasileira - vol. 21. Silas de Oliveira/ Mano Décio da Viola. São Paulo. Abril Cultural, 1977
VÁRIOS AUTORES. História da Música Popular Brasileira - Série Grandes Compositores - Silas De Oliveira / Mano Décio Da Viola / Dona Ivone Lara; Abril Cultural, 1983
Internet:
Este material foi produzido para ser distribuído na homenagem aos 100 anos do nascimento do Mano Décio, realizada pelo Projeto Samba de Terreiro de Mauá.
23 de agosto de 2009
18 de agosto de 2009
Hora de chorar (Mano Décio da Viola - Jorginho Pessanha)
Esse belo samba, parceria de Mano Décio da Viola e Jorginho Pessanha, é uma jóia da dupla. Aproveitando o ensejo da homenagem ao primeiro (completaria 100 anos no último dia 14 de julho), que será consagrada no próximo domingo, pela turma de Mauá, posto as duas versões do Mano Décio e a antológica versão de Jorginho Pessanha (além deles, este samba também foi gravado pela Beth Carvalho, pelo Jorginho do Império e por Adail Santos).
Hora de chorar (Mano Décio da Viola - Jorginho Pessanha)
Com licença, está na minha hora de chorar
Paciência, tenho que desabafar
Só quem perdeu seu grande amor
Sabe dar valor ao pranto meu
Quero ver chorar quem não sofreu,
Quero ver chorar quem não sofreu.
Deixa meu pranto rolar
Hoje eu quero sofrer
A recordação de um grande amor
Faço do pranto a dor da minha dor
Ôooo
Esse pranto faz parte do meu desamor
5 de agosto de 2009
Nadinho da Ilha morreu
Nadinho da Ilha (Aguinaldo Caldeira, no nascimento) nasceu em 11/06/1934 e marcou época com seu vozeirão potente. Seu disco "Cabeça Feita", de 1977, é, para mim, disparado um dos melhores discos de samba de todos os tempos. Sem dúvida, é uma grande baixa para a nossa música popular.
O velório está sendo realizado agora, às 9h e o sepultamento será às 11h, no Cemitério do Catumbi.
4 de agosto de 2009
Mano Décio e Jorginho do Império cantam Adoniran
Neste vídeo, Jorginho do Império, seu filho, e ele cantam um samba de Adoniran Barbosa, Tocar na Banda, provando que essa richa entre o samba do Rio e de São Paulo é pura balela.
31 de julho de 2009
23 de julho de 2009
Memória do Samba Paulista
Nesta semana, no SESC Santana, serão lançados os quatro primeiros álbuns: Embaixada do Samba Paulistano, Velha Guarda Unidos do Peruche, Tias Baianas Paulistas e Toniquinho Batuqueiro.
Ainda vão sair do forno os discos da Velha Guarda da Nenê de Vila Matilde, Velha Guarda da Vai Vai, Velha Guarda da Rosas de Ouro, Velha Guarda da Unidos de Vila Maria, Tio Mário, Ideval Anselmo e Zelão, Denise Camargo e João Borba, completando, assim, 12 títulos.
Serviço
23/07, quinta, 21 h - Embaixada do Samba Paulista
24/07, sexta, 21 h – Velha Guarda da Unidos do Peruche
25/07, sábado, 21 h – Tias Baianas Paulistas
26/07, domingo, 19h30 – Toniquinho Batuqueiro
Ingressos: R$ 16; R$ 8 e R$ 4. Faixa etária: 12 anos – Sesc Santana: Av. Luiz Dumont Villares, 579, tel. (11) 2971-8700

O Couro do Cabrito by André Carvalho is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 3.0 Brasil License.
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