Do couro do cabrito, do boi, do bode, do gato é que o bom malandro faz samba. Jacarandá, massaranduba, embaúba, pinho e aço, mas sem embaraço, vai logo pra debaixo do braço de algum tocador. Com algum tira-gosto, cerveja e cachaça, a graça no rosto de todos se espalha... Com a palha na cabeça, mas por favor, não se esqueça: o samba é de todos!
31 de outubro de 2008
Anhanguera da Samba hoje
30 de outubro de 2008
Samba no Centro de Cultura Popular Consolação

28 de outubro de 2008
Samba de Terreiro de Mauá tocando Cartola
No vídeo, eles tocam "Devia ser condenada", uma das raras parcerias dele com Nelson Cavaquinho e "Ao amanhacer", sem parceria.
24 de outubro de 2008
Homenagem a Marcelo Justo
17 de outubro de 2008
14 de outubro de 2008
O Berro do Cabrito I
O Berro do Cabrito
Hoje, inauguraremos a seção “O Berro do Cabrito”, que nada mais é do que o Podcast do Couro do Cabrito. Ora com roteiro do meu amigo Fabrício Alves, o popular Boi, ora com roteiro meu, mas sempre com a produção e locução dele, o Duque da Voz.
Neste primeiro programa, teremos muitas brasas:
1 - Laços do amor (Velha da Portela - Zé Catimba) - Velha da Portela e Grupo Natal (1985)
Partido alto dolente do Grupo Natal acompanhada pela gostoso flauteado de Camunguelo.
2 - Identidade (Ederaldo Gentil) - Ederaldo Gentil (1983)
Faixe que dá título e abre o terceiro disco do poeta baiano. Verdadeira crítica social.
3 - O Caveira (Martinho da Vila) - Martinho da Vila (1973)
Martinho da Vila esbanjando cadência e divisão. Faixa que faz parte do disco “Origens”.
4 - Mano Décio ponteia a viola (Mano Décio da Viola - Waldemiro do Candomblé) - Mano Décio da Viola (1974)
Como todas as faixas do disco “Capítulo Maior da História do Samba”, este partido, parceria com Waldemiro do Candomblé, é de muita qualidade. Brasa!
5 - Samba pras moças (Roque Ferreira - Grazielle Ferreira) - Roque Ferreira (2004)
Sucesso na voz de Zeca Pagodinho, esta versão é versão do compositor, com um arranjo menos comercial (bem melhor).
6 - Deu cupim (Henricão - José Alcides) - Henricão (1980)
Samba dolente do compositor e intérprete paulista. Este é o único LP gravado em vida por ele.
7 - Conversa de malandro (Paulinho da Viola) - Zé da Cruz e Conjunto A Voz do Morro (1965)
Samba Sincopado de Paulinho da Viola (ele fez outros na época do Conjunto A Voz do Morro). Na interpretação, Zé da Cruz e seu batuque na palhinha.
8 - Não bula na cumbuca (Paulinho Timor) - Paulinha Sanches e Bula da Cumbuca (2007)
Samba de Paulinho Timor, jovem compositor paulistano, interpretado pela sensacional Paulinha Sanches, outro jovem talento da Paulicéia.
9 - Zé Ciumento (Aniceto do Império) - Aniceto do Império (1977)
Partido alto gravado no disco “Aniceto e Campolino”. Espetáculo!
10 - Samba do Irajá / Não foi ela (Wilson Moreira - Nei Lopes) - Wilson e Nei (1980)
Um samba melhor que o outro.
Roteiro, Produção e Locução: Fabrício Alves
11 de outubro de 2008
Cartola 100
2 de outubro de 2008
Voz do Morro (Geraldo Pereira - Moreira da Silva)
Em 1942, ele lançou no terreiro um samba sobre a Praça Onze que logo contagiou a todos. No mesmo ano, no dia 1º de outubro, seu "parceiro" (entrava nas parcerias, mas não compunha nada) e intérprete Moreira da Silva gravou o tal samba, que se chamava "Voz do Morro" na Odeon. Em depoimento aos autores do livro "Um certo Geraldo Pereira" (Funarte). Moreira diz:
"Esse samba para mim é um desconhecido anômimo. Meu nome taí mas eu não me lembro desse A voz do morro de jeito-maneira nenhuma."
No começo do ano seguinte, saiu o disco e logo o samba já estava nas rádios.
Entretanto, existia uma política dentro das escolas de samba que dizia que apenas sambas inéditos poderiam ser cantados no terreiro. E quando o presidente da Mangueira, Angenor Mulatinho, e o mestre de harmonia, Cartola descobriram que o samba já tinha sido gravado, proibiram as pastoras de cantá-lo. Geraldo Pereira ficou aborrecido e passou a ir cada vez menos ao terreiro da Verde Rosa.
"Esse samba sobre a Praça Onze o Geraldo fez e trouxe para a Estação Primeira da Mangueira. O samba estava até pegando na quadra. mas aí descobriram no morro que o samba já estava gravado, porque estava tocando nas rádios. Como samba de quadra tinha que ser 'virgem'. Seu Angenor de Castro, que foi presidente da escola quatro anos, proibiu a execução do samba na quadra. O Geraldo ficou muito aborrecido, mas teve que cumprir a ordem. Naquele tempo, samba de quadra não podia ser gravado, era só da escola."
(Nelson Sargento)
Em 2006, Tantinho regravou a obra-prima.
Voz do Morro (Geraldo Pereira - Moreira da Silva)
Sabemos que já que já acabou a Praça Onze
E que as escolas de samba não saem
Mangueira, já participou a Portela
E esta retransmitiu para Salgueiro e Favela
Preparem seus tamborins
A Praça Onze Acabou mas ós temos onde brincar
Por isso não vamos chorar
Desce a Estação Primeira com seu conjunto de bamba
Portela e todas as escolas de samba
Mesmo sem Praça todos hão de ver
Que as escolas não deixaram de descer
A Praça Onze acabou mas nós temos onde brincar
Por isso não vamos chorar
1943 - gravado por Moreira da Silva em disco de 78 rpm - Odeon
2006 - gravado por Tantinho no disco "Memória em Verde Rosa" - Independente

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